A água que abastece sua planta hoje é a mesma de cinco anos atrás. O programa de tratamento também?
Se a resposta for "acho que sim", esse é o primeiro sinal de que algo pode estar custando mais do que deveria.
O Que Isto Implica no Tratamento
A origem da água, superficial ou de poço, tem impacto direto na sua qualidade. Variações sazonais, alterações na captação ou ampliações no processo podem mudar o que a água exige do tratamento.
Alguns erros frequentes que as empresas cometem:
- Programa de tratamento desatualizado — continua por inércia, não por adequação;
- Ausência de monitoramento da água bruta captada — os testes de avaliação, quando existem, são feitos com frequência insuficiente;
- Subestimação da variação sazonal em fontes superficiais — ajustes reativos ao invés de preventivos;
- Ausência de correlação entre os parâmetros da água bruta e os fenômenos de incrustação, corrosão e microbiologia observados nos equipamentos.
O Impacto nos Custos
A avaliação criteriosa dos requisitos do processo com a qualidade da fonte de água é mandatória e pode ter forte impacto nos custos operacionais. Por exemplo:
- Águas de superfície têm maior teor de sólidos suspensos e normalmente exigem clarificação — custo entre R$ 0,20 e R$ 0,60/m³;
- Águas de poço apresentam maior teor de sólidos dissolvidos (dureza, ferro, manganês, sílica) e frequentemente exigem abrandamento por resinas ou osmose reversa — custo entre R$ 0,60 e R$ 3,00/m³.
A diferença pode chegar a quinze vezes. E a decisão errada vai nos dois sentidos: há plantas gastando com remoção de sólidos dissolvidos onde bastaria clarificação, e vice-versa.
Conclusão
Programa de tratamento desatualizado, monitoramento reativo e ausência de correlação com a fonte de água custam mais do que parecem. O primeiro passo é simples: olhar para a sua operação e identificar qual desses pontos está presente.
A estratégia deve ser fundamentada na análise da fonte e do processo, não em um padrão genérico.